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25/Sep/2017
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Festas Judaicas (Chaguim)

Chanucá

Antecedentes Históricos da Revolta dos Macabeus

333 A.E.C. Alexandre Magno conquista Eretz Israel
175 A.E.C. Antíoco Epifanes sobe ao poder
168 A.E.C. Antíoco Epifanes em Jerusalém, profanação do Templo, editos de Antíoco; Matitiahu, o Hasmoneu encabeça a revolta contra os gregos
164 A.E.C Iehudá HaMacabi entra no Templo e reinicia os sacrifícios; Inauguração do Templo
160 A.E.C. Morte de Iehudá HaMacabi
152 A.E.C. Yonatan, o Hasmoneu, lidera o Povo de Israel
142 A.E.C. Shimon, o Hasmoneu, alcança o governo e o Sumo Sacerdócio (Cohen Gadol)
135 A.E.C. Yohanan Hircanos (filho de Shimon) chega ao governo e é Sumo Sacerdote (Cohen Gadol)
103 A.E.C. Alexandre Chaneo é Rei e Sumo Sacerdote
76 A.E.C. Salomé Alessandra (Shlomtzion HaMalka, esposa de Chaneo), sobre ao trono
67 A.E.C. Guerra Civil pelo controle da Judéia; Pompeu, comandante romano conquista Jerusalém; Morre Antigono, o último Rei Hasmoneu

Antecedentes Históricos da Revolta dos Macabeus

No ano 333 a.E.C., Alexandre Magno conquistou a Judéia e assim começou o governo grego na Judéia e em toda Eretz Israel. Alexandre Magno outorgou aos judeus o direito de viver segundo seus costumes, gozando de autonomia religiosa e nacional.

Depois de sua morte, o reino foi dividido entre os Ptolomaicos, que reinavam no Egito, e os Seleucidas, que governavam na Síria. Estes reinos lutavam entre si pelo governo da Judéia. Em 198 a.e.c., Antíoco III, Rei da Síria, conquistou Eretz Israel e novamente outorgou autonomia nacional e religiosa aos judeus.

A situação mudou em 175 a.e.c., quando subiu ao governo da Síria Antíoco IV, Antíoco Epifanes. Antíoco Epifanes se via como representante da cultura grega (helenista) e queria promover esta cultura em todos os domínios do reino. Nesta época, havia na Judéia duas posições fortes: os "Helenistas" e os "Chassidim". Os que apoiavam a cultura grega, falavam grego e adotavam os costumes gregos, eram conhecidos como Helenistas. A maioria dos Helenistas vinham das classes média e alta.

A maioria do povo permaneceu fiel à religião e à tradição judaicas, e não adotou a cultura grega. Do povo, se levantou um grupo de pessoas que se chamou a si mesmo de Chassidim. Eles viam como sua principal missão a preservação dos valores nacionais e religiosos. Eles se opuseram à imposição da cultura helenista, dado que isto aniquilaria a cultura judaica.

Antíoco Epifanes queria transformar Jerusalém numa cidade grega. Impôs editos contra a religião judaica; proibiu a observância do Shabat; a mitzvá da circuncisão e o estudo da Torá. Construiu um altar no Templo, e obrigou os judeus a fazerem oferendas aos deuses gregos. Também em toda Jerusalém foram construídos altares aos deuses gregos.

O ressentimento entre o Povo Judeu foi se acumulando, e em 167 a.e.c. estourou a revolta contra o governo grego na Judéia. A revolta começou no povoado de Modiin. Encabeçando os rebeldes, estava o ancião e sacerdote Matitiahu, o Hasmoneu.

Matitiahu matou o soldado grego que quis fazer a oferenda de um porco no altar de sacríficios dos judeus, destruiu o altar construído pelos soldados gregos e fugiu para as montanhas. Junto a ele, partiram seus cinco filhos: Iochanan, Shimon, Yehudá, Yonatan e Eleazar. Muitos judeus, que na maioria eram camponeses, se juntaram a Matitiahu e seus filhos para lutar contra os gregos. Encabeçando os combatentes judeus, estava o filho de Matitiahu, Yehudá, o Macabeu.

O lema dos combatentes judeus era "Mi Camochá baElim, Ado-nai" - Macabi - Quem é como Tu entre os deuses, nosso D'us". Os judeus lutaram com heroísmo. Era uma guerra entre forças díspares: poucos contra muitos, camponeses sem armas contra um exército organizado e treinado. A guerra foi popular e de guerrilhas. Nesta luta caíram muitos judeus, entre eles Eleazar, o Hasmoneu. Yehudá, o Macabeu, deu um duro golpe no exército de Antíoco, e libertou Jerusalém. Isto ocorreu em 165 a.e.c. Ele purificou o Templo, e renovou o serviço sagrado. No dia 25 do mês de Kislev, os judeus inauguraram o Templo e fizeram a primeira oferenda a D'us no novo altar. A festa de inauguração do Templo se estendeu por 8 dias. Depois da inauguração do Templo, continuaram as lutas. Yehudá, HaMacabi, caiu em combate, mas sua luta foi continuada por seus irmãos, Yonatan e Shimon, que fortaleceram o reino, anularam os editos de Antíoco, e transformaram a Judéia num reino independente. Shimon foi o primeiro príncipe da Judéia, e assim começou a dinastia dos Hasmoneus. Os reis Hasmoneus extenderam os limites do reino, e, no período do Rei Alexandre Chaneo, as fronteiras se extenderam desde o deserto, às margens do Jordão Oriental, até o Mediterrâneo, ao Ocidente; desde o Líbano, ao norte, até Rafiach, ao Sul. O país se constitui na maior área históricamente já atingida por Eretz Israel.

A dinastia dos Hasmoneus continuou até depois da conquista romana, em 67 a.E.C e até a morte do último Rei da Dinastia, em 37 a.E.C.

Fonte: El Departamento para la Educación Judía Sionista - La Central Pedagógica