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25/Sep/2017
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Festas Judaicas (Chaguim)

Lag Ba'Omer

Apresentação

Durante a Contagem do Omer não se celebram casamentos ou outras festas, sendo que muitos costumam realizá-los em datas comemorativas como: Rosh Chodesh (início do mês), Iom Haatzmaut Dia da Independência de Israel) e Iom Ierushalaim (Dia da Reunificação de Jerusalém) - tudo depende do costume local. Isto porque, no século II e.c., no período entre Pessach e Shavuot, Bar Kochba e os discípulos de Rabi Akiva sofreram uma grave derrota em sua rebelião contra os romanos. O Talmud (Ievamot 62b) descreve este episódio não como uma derrota militar, mas sim como uma epidemia que irrompeu entre os soldados de Bar Kochba. Seja como for, 24.000 dos jovens seguidores de Rabi Akiva perderam a vida. Por este motivo, este período de sete semanas é marcado por luto parcial.

Mais uma exceção à regra é Lag BaOmer, a qual merece especial destaque. A palavra Lag, em hebraico, é formada por duas letras, lamed e guimel, cujo valor numérico (cada letra do alfabeto hebraico tem um valor) é 33. Portanto, Lag Ba'Omer significa o 33° dia da Contagem do Omer. Neste dia (o qual observamos hoje), segundo a tradição, aconteceram alguns fatos muito significativos para o Povo Judeu:

1) A maná, alimento vindo dos céus e que alimentou o povo durante a travessia do deserto, começou a cair neste dia;
2) A epidemia que dizimava os jovens discípulos de Rabi Akiva, cessou completamente;
3) Rabi Shimon Bar Yochai, autor do Zohar - obra máxima da mística judaica - faleceu neste dia, pedindo para que sua passagem não fosse marcada por tristeza e desolação. Muito pelo contrário: exortou a seus discípulos que comemorassem esta data com alegria e júbilo.

E é justamente desta última personagem que provém os costumes de Lag BaOmer. Durante  o domínio romano, os judeus foram proibidos de estudar a Torá sob pena de morte. Rabi Shimon Bar Yochai, por sua vez, teve de refugiar-se em uma caverna nas montanhas da Galiléia, onde permaneceu por 13 anos.  Seus discípulos, para poderem se encontrar com ele, tinham de sair aos campo carregando arcos e flechas, fingindo que iam caçar. Desta forma, conseguiam enganar os soldados romanos e continuavam a receber os ensinamentos de seu mestre. Por isso, em Israel, o feriado é comemorado com piqueniques, fogueiras e concursos de arco e flecha, sendo que muitos visitam seu túmulo em Meron, tendo as fogueiras como tributo à sua memória. Uma outra explicação para o arco é que, segundo a lenda, o arco-íris, que não apareceu durante toda a sua vida, voltou a brilhar suas cores no céu neste dia.

Fonte: Prof. Sami Goldstein