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24/Sep/2017
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Festas Judaicas (Chaguim)

Lag Ba'Omer

Introdução

Começando na segunda noite de Pessach, contamos os dias deste dia sagrado que celebra a saída da escravidão no Egito até o dia sagrado que celebra o recebimento da Torá. As sete semanas que contamos são chamadas de Sefirá, que é a palavra hebraica para a contagem.

Como o início da contagem no segundo dia de Pessach, o mesmo dia que o Omer (quantidade de oferenda) era trazida para o Templo, a contagem é chamada Sefirat HaOmer - contagem do Omer.

Contamos: "Hoje é o primeiro dia do Omer."; "Hoje é o segundo dia do Omer." Continuamos a contagem até atingirmos o quadragésimo nono dia, o final de sete semanas. O dia posterior ao quadragésimo nono dia é Shavuot.

Estas sete semanas posteriormente se tornaram um período de luto, devido as tragédias que ocorreram neste período. Vinte e quatro mil alunos de Rabi Akiva morreram devido a uma praga entre Pessach e Shavuot. Eles foram punidos pois não tratavam uns aos outros com o devido respeito. Esta deve ser uma importante lição para nós. Devemos sempre agir com o bondade e respeito para com os outros.

Mil anos depois, durante as Cruzadas na França e Alemanha, comunidades judaicas completas foram mortas durante o período do Omer. E nos anos de 1648 e 1649, Bogdan Chmielnicki liderou os cossacos russos no ataque e assassinato de 300.000 Judeus.

Mas no 33o dia do Omer não há luto. A praga que estava matando tantos alunos de Rabi Akiva parou neste dia. O número trinta e três em hebraico é representado por L"G, que é pronunciado Lag, e portanto este dia é chamado de Lag BaOmer.

Outro evento conhecido aconteceu no 18o dia de Iyar, o 33o dia do Omer. Neste dia morreu Rabi Shimon Bar Yochai. Ele era um grande rabino e professor. No dia da morte de Rabi Shimon Bar Yochai ele ensinou seus estudantes muitas das lições escondidas da Torá. Neste dia o sol não se pôs e o dia não terminou até que ele não terminasse de ensinar tudo que D'us lhe permitira revelar.

Usualmente a morte de uma grande homem é um dia de luto. Mas Rabi Shimon Bar Yochai queria que fosse um dia de celebração, não de luto. Ele tinha este desejo devido a tudo que havia podido ensinar a seus alunos neste dia.

Outro costume de Lag BaOmer é que as crianças brinquem com arcos e flechas de brinquedo. Os arcos e flechas nos lembram de quando os romanos reinavam sobre a Terra de Israel. Os romanos não permitiam o estudo da Torá. Todos que fossem pegos estudando a Torá eram mortos. Rabi Akiva não parou de ensinar a Torá. Ele dizia: "Judeus sem a Torá são como peixes fora d'água! Devemos continuar estudando a Torá!". Ele e seus estudantes se disfarçavam de caçadores, carregavam arcos e flechas no meio das florestas, e estudavam a Torá, às vezes escondidos em cavernas.

Em várias comunidades, vários garotos que ainda não tiveram seus cabelos cortados e atingiram a idade de 3 anos tem seu primeiro corte de cabelo em Lag BaOmer. Na Terra de Israel, muitas pessoas levam seus filhos a Meron, o local onde Rabi Shimon Bar Iochai está enterrado, e lá cortam seus cabelos pela primeira vez. Milhares de pessoas vem para Meron para celebrar este dia.