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24/Sep/2017
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Festas Judaicas (Chaguim)

Purim

De Que Se Trata?

O Livro de Ester (Meguilat Ester), a base da festa de Purim, conta uma das mais queridas histórias bíblicas. Haman, o vilão da história, desenvolve um plano para aniquilar os Judeus da Pérsia - e este é aprovado pelo Rei Achashverosh. Através de uma complexa seqüência de eventos, a Rainha Ester, judia, e seu pai adotivo, Mordechai, conseguem interceder diretamente com o rei, estragando o plano diabólico de Haman, e destruindo-o, junto com sua família e outros inimigos do Povo Judeu. É então proclamado o feriado de Purim.

Mas... Purim - a Festa dos Sorteios - parece repleta de contradições. Numa hora, os Judeus estão sem ajuda e desesperados de medo; em outra, estão lutando contra seus inimigos e vencendo-os. Milagres acontecem, e o nome de D'us nem é citado. Em Purim, os Judeus reafirmam sua lealdade ao Judaísmo, e alcançam novos níveis espirituais. Mas então vem as máscaras, paródias, banquetes e bebidas.

Purim nos ensina a ver através das contradições da vida, e perceber que elas são todas parte do plano. Muito antes de Haman escrever seu decreto de destruição, uma rainha é deposta para dar passagem a Ester, que no fim das contas salva os Judeus. O remédio vem antes da doença. Purim significa sorteios - como na loteria. Mas a seqüência de eventos sugere qualquer coisa menos sorte.

Resumindo, Purim é a festa da unidade judaica. Assim como as contradições de Purim desembocam num tema unificado - o Povo Judeu deve ser unido, "be'lev echad" - em um só coração - , para comemorar.

O Gaon de Vilna escreveu que a Torá jamais poderia ter sido aceita por uma nação dividida - a nação teria que ser "Be'lev echad, ke'guf echad" - como um só coração num só corpo. Assim como os Judeus se uniram no Monte Sinai, eles o fizeram em Purim. Com sua alegria, "kimu vekiblu haiehudim" - "os Judeus confirmaram e aceitaram" (Meguilat Ester 9:27) manter o Judaísmo, com ainda mais entusiasmo que no Monte Sinai (Talmud Shabat 88a).

Todas as quatro observâncias de Purim nos levam à união. Primeiro, sentamos todos juntos para ouvir a leitura da Megulá. Depois, a mitzvá de Matanot LaEvionim - presentes para os pobres - une os pobres e os ricos. Mishloach Manot - enviar guloseimas - reforça a ligação entre nós e nossos amigos. Mas ainda não é suficiente.

Finalmente, para separar as barreiras que nos separam, nós bebemos. A bebedeira da refeição de Purim deve nos libertar de nossas inibições, não para nos levar à selvageria, mas para nos permitir mostrar nossos mais interiores e profundos sentimentos de amor uns pelos outros. Ao bebermos (com moderação), diminuimos as fronteiras que nos separam uns dos outros, para nos sentirmos ainda mais como uma unidade.

Fonte: Virtual Jerusalem