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25/Sep/2017
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Biografias

David Ben Gurion (1886 - 1973)

1886 - Nasce em Plonsk David Grin, filho de Victor Grin e Sheindal Fridman Grin. Anos depois, ele adotaria o nome de David Ben Gurion.

1900 - Muito jovem, David adere ao movimento juvenil sionista chamado Ezra.

1903 - Viajando a Varsóvia para completar seus estudos, David adere ao Poalei Tzion, partido sionista trabalhista.

1906 - David parte para a Palestina. Instala-se em colônias agrícolas, trabalhando duramente o solo de Eretz Israel.

1907 - Participa da fundação do HaShomer, uma associação judaica de defesa contra o banditismo que imperava, promovido pelos árabes.

1910 - David, já com o sobrenome de Ben Gurion, passa a escrever para o jornal Ahdut.

1911 - Participa, em Viena, como delegado, do congresso do partido Poalei Tzion.

1913 - Toma parte no XI Congresso Sionista em Viena.

1915 - Ben Gurion e Ben Zvi, fundadores do jornal Ahdut, são expulsos da Palestina pelas autoridades turcas. Parte para os EUA.

1917 - David alia-se a Jabotinsky na constituição da Legião Judaica, brigada militar que lutaria no Oriente Médio ao lado dos ingleses. Nesse ano, o governo inglês aprova a Declaração Balfour, com o propósito de estabelecer um Lar Nacional Judaico na Palestina. Em Nova Iorque, David casa-se com Paulina Munweis.

1918 - Com a Legião Judaica, David vai ao Egito. Ao terminar a guerra, volta à Palestina.

1920 - É um dos principais articuladores na fundação da Histadrut, o Sindicato Real dos Trabalhadores. É eleito seu primeiro Secretário-Geral.

1922 - A Conferência da Sociedade das Nações de San Remo consagra o mandato britânico na Palestina e a criação do Lar Nacional Judaico.

1930 - David participa da fundação do Mapai, o partido trabalhista de Eretz Israel.

1933 - No XVIII Congresso Sionista realizado em Praga, Ben Gurion é eleito membro do Executivo da Agência Judaica e da Organização Sionista Mundial.

1935 - Ben Gurion é eleito presidente do Executivo Sionista e chefe da Agência Judaica, embrião do futuro governo judaico na Palestina.

1936 - O governo inglês envia à Palestina uma comissão, chefiada por Peel, para apurar as razões das desordens que agitam a região. Ben Gurion é um dos principais entrevistados.

1937 - A Comissão Peel propõe a Partilha da Palestina entre os árabes e judeus. No XX Congresso Sionista, que se realiza em Zurique, David apóia a proposta, mas o Congresso a recusa.

1939 - É publicado pelo governo inglês o Livro Branco, que reduz drasticamente a cota de imigração judaica na Palestina. Outra proibição constante neste documento: que os judeus adquirissem terras na região. Eclode a 2a Guerra Mundial. Ben Gurion diz: "Precisamos apoiar a Grã Bretanha como se o Livro Branco não existisse, e lutar contra o Livro Branco como se não houvesse guerra."

1940 - Ben Gurion segue para os Estados Unidos. Pede apoio para a revogação das restrições impostas pelo Livro Branco.

1942 - Na conferência sionista realizada em Nova Iorque, Ben Gurion vê seu "Programa de Biltmore" totalmente aprovado. O "Programa" propõe a criação de um Estado Judeu na Palestina.

1946 - Ben Gurion é pela segunda vez nomeado presidente do Executivo da Organização Sionista Mundial. Também é eleito Ministro da Defesa no Executivo da Agência Judaica.

1947 - A Grã-Bretanha renuncia ao Mandato sobre a Palestina. A Organização das Nações Unidas adota o plano de Partilha da Palestina que é aceito pelos judeus e recusado pelos árabes.

1948 - David Ben Gurion proclama a Independência do Estado de Israel. Torna-se seu chefe de governo provisório e enfrenta as tropas dos países vizinhos que invadem o país. David assume o comando das operações militares.

1949 - Realizam-se as primeiras eleições políticas no Estado de Israel para a formação do Parlamento. O Dr. Chaim Weizmann é eleito presidente, cabendo a Ben Gurion a formação do primeiro gabinete. Ele assume os cargos de Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa.

1951 - O presidente Harry Truman recebe a visita de Ben Gurion em Washington, na Casa Branca.

1952 - O Parlamento israelense aprova o Acordo de Reparações com a Alemanha Ocidental que Ben Gurion acertara com Adenauer.

1953 - Ben Gurion resolve retirar-se da política por dois ou três anos. Renuncia, transferindo o seu cargo a Moshe Sharett. Pela primeira vez, vai viver no Kibutz Sde Boker.

1955 - David volta ao governo, como Ministro da Defesa. Sua ação à frente da pasta é intensa. Em represália às sabotagens dos terroristas, ordena ataques às posições militares egípcias em Gaza. Nesse mesmo ano, Ben Gurion volta à Presidência do Conselho.

1956 - Nasser nacionaliza o canal de Suez. Inglaterra, França e Israel concluem um acordo secreto em Sèvres, com o intuito de modificar a decisão do líder egípcio. Tropas de Israel ocupam o território da Península do Sinai.

1957 - A ONU envia uma força militar para ocupar a Faixa de Gaza, que está sob o domínio de tropas israelenses. Ben Gurion, que planejara a Campanha do Sinai para eliminar os terroristas de Gaza, determina que os soldados de Israel deixem o território.

1959 - O Mapai, partido trabalhista de Israel obtém alta porcentagem de votos nas eleições que se realizam. Ben Gurion forma um governo de coalizão.

1960 - Ben Gurion viaja, em caráter oficial, ao exterior. Encontra-se com o general De Gaulle, com o presidente Eisenhower e também com Adenauer. Nessa ocasião, Ben Gurion anuncia a captura de Adolf Eichmann.

1961 - Nas eleições que se realizam em Israel, o Mapai perde cinco cadeiras. Ben Gurion forma um novo governo e mantém-se na Presidência do Conselho e no Ministério da Defesa. David encontra-se com o presidente Kennedy em Washington. Visita o Canadá e a Inglaterra.

1963 - David Ben Gurion renuncia e anuncia sua decisão de dedicar-se à compilação de suas memórias no Kibutz Sde Boker, no Neguev. Levi Eshkol é designado para formar o novo governo.

1965 - Rompendo com o Mapai, Ben Gurion funda outro partido, o Rafi. O partido nada consegue nas eleições que se realizam. Ben Gurion é derrotado.

1966 - Em Israel, realizam-se as festas nacionais em comemoração ao 80o aniversário natalício de Ben Gurion.

1967 - Graves incidentes ocorrem na fronteira com a Síria, causados pelas atividades dos terroristas palestinos. Nasser exige a retirada das tropas da ONU da fronteira entre o Egito e Israel. O Egito fecha o estreito de Tiran à navegação israelense. Moshé Dayan assume o Ministério da Defesa. Eclode a Guerra dos Seis Dias.

1968 - Morre a mulher de Ben Gurion, Paulina Munweis. Ela é sepultada no cemitério de Sde Boker. É um grande golpe para o estadista israelense. Nesse ano, ele se dedica a coletar dados para escrever suas memórias.

1969 - Em viagem que realiza pela América do Sul, Ben Gurion faz escala no Brasil. Permanece alguns dias em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde da entrevistas aos jornais e mantém contato com autoridades brasileiras.

1970 - Ben Gurion, aos 84 anos, decide afastar-se da vida pública e renuncia à sua cadeira de deputado no Parlamento israelense.

1973 - Durante os festejos comemorativos do 25o aniversário da Independência de Israel, David Ben Gurion é um dos líderes israelenses mais citados pela imprensa. Ele é delirantemente aplaudido pela multidão quando aparece em público para assistir aos desfiles militares. Em novembro deste ano, David sofre um derrame cerebral. Alguns dias depois, morre no Hospital Tel Hashomer, em Tel Aviv, aos 87 anos.