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19/Sep/2017
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Sionismo

Partidos Políticos da 13a Knesset, publicado em 1992/93

1. CHADASH - FRENTE DEMOCRÁTICA PELA PAZ E A IGUALDADE

Antecedentes:

Criado em 1988, em resultado da fusão do Partido Comunista Israelense (fundado em 1919, cujos membros são árabes e judeus) com algumas organizações árabes não-comunistas, especialmente a Frente Democrática da cidade de Nazaré.

Linha Política:

1. Solução do conflito árabe-israelense por dois estados, com base no Plano da Partilha da ONU de 1947, como a melhor maneira de garantir a segurança e o desenvolvimento de Israel; fim da ocupação, isto é, Israel deve devolver todos os territórios conquistados em 1967...
2. Apoio ao processo de paz e a qualquer solução interina. Pró-OLP.
3. Retirada imediata das Forças de Defesa de Israel dos assentamentos e das áreas cruciais e congelamento imediato dos assentamentos.
4. Completa separação entre "religião e estado"; o partido se considera um amortecedor contra o fundamentalismo islâmico; anti-religioso.
5. Apoio ao sistema eleitoral corrente; contra "demagogia e populismo". 6. Apoio e defesa dos direitos dos árabes em Israel.

(VEJA TAMBÉM: A LISTA PROGRESSIVA PELA PAZ E O PARTIDO DEMOCRÁTICO ÁRABE)

2. LIKUD - UNIDADE

Antecedentes:

Fusão de vários partidos: Cherut (Liberdade), partido fundado por Zeev Jabotinsky, dominante; Sionistas Gerais; Liberais.Participou pela primeira vez de um Governo de União Nacional em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias. Nas eleições de 1977, após 27 anos de governos do Partido Trabalhista, chegou ao poder, sob a liderança de Menachem Begin. Fez parte de governos de coalizão entre 1984 e 1992.

Linha Política:

1. Princípios gerais de negociações bilaterais pela paz, mas oposição a concessões territoriais e a congelamento dos assentamentos na Margem Ocidental, à qual Israel tem direito.
2. Apoio a arranjos interinos de auto-governo para os palestinos em vista de completa autonomia para os palestinos na Margem Ocidental e em Gaza; oposição a qualquer divisão territorial ou a um novo estado nestes territórios. Não manterá conversações com a OLP.
3. Respeito ao "status quo" no que se refere a religião e estado, constituição e reforma eleitoral.
4. Jerusalém é a eterna e indivisível capital de Israel; membros de todas as religiões terão sempre livre acesso a seus lugares santos.

3. LISTA PROGRESSIVA PELA PAZ

Antecedentes:

Semelhante em linhas gerais ao Partido Democrático Árabe. Fundado em 1984 por acadêmicos árabes; o partido inclui árabes e judeus.

Linha Política:

1. Os árabes israelenses são simultaneamente parte do povo palestino e cidadãos de Israel.
2. Trabalha com as "forças progressistas judaicas" para promover a paz; os árabes israelenses são a "ponte para a paz".
3. A OLP é o único representante legítimo do povo palestino.
4. Criação de um estado palestino entre Israel e o Rio Jordão. Jerusalém deverá ser a capital de ambos os estados.
5. Protege e promove os direitos dos árabes em Israel.
6. Separação entre religião e estado.

4. MAFDAL - PARTIDO RELIGIOSO NACIONAL

Antecedentes:

Promove a combinação do judaísmo ortodoxo com o sionismo desde o início da década de 20; foi associado às coalizões governamentais do Mapai entre 1948 e 1977. Em 1977 juntou-se à coalizão chefiada pelo Likud, que pôs fim a 29 anos de governo do Partido Trabalhista; até 1992, tomou parte de todos os governos, como membro da coalizão ou em Governo de Unidade Nacional.

Linha Política:

1. Apoio a conversações diretas e bilaterais com os estados árabes.
2. Crença de que os territórios são uma parte da Terra de Israel bíblica e dão segurança ao estado, e constituem importante parte do conceito sionista. Em conseqüência, apoio aos assentamentos.*
3. Oposição à criação de um estado palestino.
4. Apoio ao "status quo" religioso; oposição à separação entre religião e estado. Reconhecimento apenas das regras ortodoxas da Halachá e desejo de acrescentar uma emenda à Lei do Retorno no que diz respeito às conversões ao judaísmo dos imigrantes.
5. *A partir de novembro de 1995, em conseqüência do assassinato do Primeiro-Ministro Rabin, o Mafdal está modificando sua posição para uma certa aceitação dos acordos existentes com os palestinos, com todas as suas implicações, embora questionando o curso futuro das negociações.

5. MERETZ

Antecedentes:

Significa "Energia". Formado em 1992 pela fusão de 3 partidos: Ratz (Movimento dos Direitos Civis), Mapam (Partido dos Trabalhadores de Israel), Shinui (Mudança). Esta fusão foi conseqüência da unidade de pontos de vista no que diz respeito ao processo de paz, embora as posições sobre assuntos econômicos sejam diferentes.

Linha Política:

1. Plena autonomia para os palestinos nos territórios como objetivo imediato, no caminho para um acordo de paz final e duradouro, baseado na resolução 242 da ONU (paz em troca de territórios), seja sob a forma de um estado palestino, federação ou confederação com a Jordânia.
2. A continuação dos assentamentos põe em perigo as negociações de paz em curso; esta atividade deve cessar.
3. Tanto os palestinos quanto Israel têm direito à auto-determinação; o reconhecimento e o respeito a este direito é a base para a solução do conflito árabe-israelense.
4. Jerusalém é a capital indivisível de Israel, mas seu status final deve levar em consideração suas características nacionais e religiosas especiais.
5. Separação entre religião e estado; status igual para todas as correntes do judaísmo.
6. Reformas eleitorais.

6. MOLEDET

Antecedentes:

Significa "Pátria". Fundado em 1988 pelo ex-general das FDI, Rechavam Zeevi. Objetivo: a idéia de tranferir os palestinos dos territórios para os estados árabes (para impedir a existência de um grande estado binacional).

Linha Política:

1. A transferência da população é a pré-condição às negociações de paz com qualquer país árabe. É a única solução humana e justa.
2. A Margem Ocidental e Gaza devem ser anexadas a Israel; os assentamentos devem prosseguir, e todos os árabes que permanecerem se tornarão plenos cidadãos de Israel - com todas as obrigações resultantes.
3. Não haverá nenhuma redução nas dimensões territoriais; nenhuma entidade nacional árabe se estabelecerá a oeste do Rio Jordão na Terra de Israel. Negociações "paz em troca de paz".

7. PARTIDO DEMOCRÁTICO ÁRABE

Antecedentes:

Fundado em 1988 pelo membro da Knesset Abdul Darawshe, antigo membro do Partido Trabalhista, juntamente com líderes e membros dos conselhos locais árabes de Israel, líderes religiosos, intelectuais e homens de negócios. Principal objetivo: a busca da paz na região e a garantia de igualdade de direitos para a minoria árabe de Israel.

Linha Política:

1. Resolução do problema israelense-palestino através da criação de um estado palestino na Margem Ocidental e em Gaza, solucionando assim o núcleo do conflito do Oriente Médio.
2. O novo estado não terá exército e poderá eventualmente confederar-se com Israel e a Jordânia.
3. Jerusalém reunida será a capital de Israel e do estado palestino.
4. Os árabes israelenses poderão continuar a viver em Israel, e um número "limitado" de judeus israelenses poderão permanecer no novo estado palestino.

8. PARTIDO TRABALHISTA

Antecedentes:

Fundado em 1968 pela fusão do antigo partido dominante Mapai com o Rafi e a Achdut Avodá; coligado com o Mapam entre 1968 e 1984, sob a denominação "Maarach" - Coligação. Tornou-se o "Partido Trabalhista Israelense" em 1984.

Linha Política:

1. Princípio de "acordo territorial" como base para a "resolução do conflito".
2. Apoio ao "congelamento dos assentamentos". O status dos assentamentos será negociado em estágio mais avançado.
3. Não apóia a devolução de todos os territórios, nem um estado palestino, mas é a favor de "alguns ajustes nas fronteiras de 1967" e de "controle político" para uma "entidade" palestina.
4. Jerusalém é a capital de Israel, indivisível, sob soberania israelense, inclusive os bairros da parte oriental, sendo dado um status especial aos lugares santos cristãos e muçulmanos.
5. Fronteiras seguras e defensivas.
6. Pronto a negociar com palestinos ou estados que reconheçam Israel e renunciem ao terrorismo.

9. SHAS

Antecedentes:

"Guardiães da Torá" sefaraditas, fundado no início da década de 70, cujo líder espiritual é o antigo Rabino-Chefe sefaradita Ovadia Yossef. O partido foi eleito para a Knesset pela primeira vez em 1984.

Linha Política:

1. Apoio ao preceito talmúdico do supremo valor da preservação da vida, e portanto disposto a acordos territoriais, se isto trouxer a verdadeira paz.
2. Apoio à autonomia para os palestinos, mas oposição a um estado palestino.
3. Apoio aos assentamentos existentes, mas concorda em congelar a expansão da atividade de assentamento nos territórios.
4. Apoio ao "status quo" religioso, mas preferiria a existência de "um estado judeu em todos os sentidos". Oposição à legislação religiosa adicional ou à legislação que venha impingir "liberdade dos religiosos"
5. Nenhuma negociação com a OLP ou qualquer organização árabe terrorista.
6. Separação entre religião e política; respeito ao "status quo" em assuntos religiosos, mas todos devem cumprir serviço militar ou público.

10. TSOMET Significa encruzilhada.

Antecedentes:

Fundado em 1983 pelo antigo Chefe do Estado-Maior Rafael Eitan, como movimento ideológico dentro do Partido Tchiá; tornou-se um partido político separado em 1988.

Linha Política:

1. Acredita na busca da paz, mas opõe-se a concessões territoriais por razões de segurança e nacionalistas laicas; Israel deve anexar a Judéia, Samaria e Gaza por serem partes da Terra de Israel.
2. Aos palestinos nos territórios deve-se oferecer autonomia municipal muito limitada.
3. Os refugiados árabes dos territórios devem ser reacomodados em países árabes.
4. A favor de assentamentos judeus na Judéia, Samaria e Gaza. 5. Separação entre religião e estado; as disputas de caráter religioso devem ser resolvidas por diálogo. 6. Apóia reforma eleitoral.

11. UNIDADE JUDAICA PELA TORÁ

Antecedentes:

Fusão de três partidos ultra-ortodoxos: Agudat Israel, Deguel Hatorá e Moriá, representantes de facções religiosas de Israel, Europa e E.U.A., criada para as eleições de 1988. Predominantemente ashkenazi, o partido é liderado espiritualmente pelo Rabino Shach.

Linha Política:

1. Toda a política doméstica e internacional do país deve ser baseada nas leis da Torá. Os diferentes membros que constituem o partido apóiam tanto o "status quo" religioso quanto a aprovação de mais legislação religiosa, sobretudo no que se refere à Lei do Retorno e aos assuntos de caráter pessoal.
2. Apóia o processo de paz em andamento.
3. Não tem posição definida a respeito dos assentamentos ou das fronteiras; tais assuntos deverão ser resolvidos como parte das negociações entre Israel e seus vizinhos árabes.

12. YEUD

Antecedentes:

Cisão do Tsomet após as eleições de 1992; em 1994, dois dos três membros da Knesset do partido se juntaram à coalizão governamental, causando nova cisão. Acha-se agora em movimento de reorganização.

Linha Política:

1. Mais moderado que o Tsomet, com um pouco mais de flexibilidade em assuntos territoriais, sem plataforma de "anexação".
2. Diferente do Tsomet por não ter nenhuma plataforma de "Transferência de população".

BIBLIOGRAFIA

1. "A GUIDE FOR THE PERPLEXED: Israeli Elections and Coalition Scenarios 1992 ("GUIA PARA OS PERPLEXOS: As eleições em Israel e o cenário da coalizão de 1992"), Dr. Ronald Kronish e Neil A. Cooper, Escritório de Israel do Comitê Judaico Americano, Jerusalém, junho de 1992.
2. em "NEW OUTLOOK", maio/junho de 1992, "Elections in Israel: Political Party Platforms" ("Eleições em Israel: Plataformas dos Partidos Políticos"), pg.15-17.
3. "THE CAMPUS ISRAELI ELECTION GUIDE" ("GUIA DO CAMPUS PARA AS ELEIÇÕES ISRAELENSES", USD/AZYF, Israel Action Center (Centro de Ação de Israel), Nova Iorque, 1992.
4. "THE YALE MODEL ISRAELI KNESSET" ("O MODELO YALE DA KNESSET ISRAELENSE", Amigos Yale de Israel em cooperação com USD/AZYF, Israel Action Center, Yale, 1992. * * *